quarta-feira, 24 de abril de 2013

Adeus um antigo eu


Oi chuchu,
Quero deixar claro que eu ligo pra você, sim eu me importo com você. Eu gosto de tudo que acontece. Mas não sou sua staff bitch! Que você liga quando quer, manda milhões de mensagens e promete coisas sublinarmente, para nunca ter que realmente assumir que fez. Meu querido, eu sou mais que você pode ter! mais do que você sonhou! E eu não escolhi você! Quando pude, quando me ofereceu eu escolhi o difícil e complicado. Eu escolhi o fadado a dar errado. Mas não era você!
Aparentemente nunca será você! Você não pode aguentar me ter. Eu não posso tolerar você entrando na minha vida como um parasita! Um viros da gripe! Uma virose inexplicável! Com sintomas esquisitos e inadequados. Tao diferente, tão inesperado, tão irritável... Meu swet da um fora! Ou me deixa cair fora, seus feitiços e encantos passaram da data de validade. Você é como aquele leite velho esquecido num canto de uma geladeira, quando a gente resolve trocar o quente copo de café por um frio leite com chocolate, ele te decepciona! Estragado para sempre. Condenado ao lixo.
Parado no espaço tempo do “e si?” e si você fosse algo além de uma lembrança? E si você fosse ser mais do que uma pessoa virtual? E si você fosse mais que uma noite fria? E si você parace de me usar? E si você tomasse uma atitude? E si você fosse capaz de me despachar? E si você algum dia tivesse me dito a verdade?
Tempo perdido! Tempo esgotado! Peeem... próximo! Cansada de climas e des-climatização! Cansada de usar essa mesma cor de cabelo, cansada de ser a mesma que a dela! Cansada de parecer como eu pareço. Cansada de pensar no que eu parece para meu honey bee ou para suas outras. Por que com você nunca se sabe quantas podem ser. Mas eu não! Eu não sou! A gente pensa que alguém vai mudar, ser outro por você, mas a verdade é que eu meu amor só preciso achar outro. E como você no pacote vem mais 18. Você pode ser doce, mas igual a você só muda o nome.
Eu não tive só vontade que break the window e eu apenas não vi Red red red, eu quis mudar meu ser. Desaparecer. Os acontecimentos mudam as pessoas, mudam o pensar. Pra você meu bem eu ofereço essas madeixas cortadas e tingidas de vermelho, com essa velha caixa de tinta que sobrou. Assim é o testamento da morte de minha aparência. Assim é o fim de quem eu era! Ruiva, acaju cereja... Agora sou castanho amora! Ainda sou eu aqui de baixo de pouco cabelo. Ainda sou eu e todo meu desespero.
Todavia o tempo passa e ninguém pode mudar tanto pra pior. A vida só tem a lapidar nossas qualidades, e a minha agora é abandonar. Eu ordeno seu abandonamento! Seu esquecimento! Eu quero ouvir seus lamentos. Não meu bem! Eu não irei mais reclamar. Minha nova aparência lhe dirá como me encontrar. Não que algum dia você possa me achar minha Criança, meu Garotão e meu querido Capitão.
Castanho amora, não bebe, não se desespera, muito menos chora sua partida.

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