terça-feira, 23 de abril de 2013

Des-você


Oi meu amor,
Te acordei? Jura? Não queria te incomodar, é claro que se eu pudesse sufocar você com um travesseiro se lhe acordar , meu bem, sem duvida eu faria assim. Todavia você acordou. E agora teremos que conversar. Sobre aquilo que não queremos falar, nem eu nem você. Não podemos mais suportar o inevitável, ele nos correi e nos possui, como uma pequenino espirito vindo apenas para nos sufocar lentamente.
É uma verdadeira pena que tenha acordado meu chuchu, se tivesse apenas deixado pra lá eu podia partir, sem lhe incomodar. Bom quando eu digo partir me refiro a sua vida. Por que se você deixasse de existir honey, com nada eu me preocuparia. Nada de lagrimas e lamentos. Nada de canções sobre sofrimento, nada de amor... que amor? Aquele do passado, não existe mais. Esse amor é uma droga, um vicio ou um habito de existir. As vezes tenho uma relapse, por você, mas se eu tivesse outro vicio seria por ele, talvez jujubas, talvez resolva a fumar. Como meu chuchuzinho já disse gente louca como eu tem tendência a trocar um vicio pelo outro. Eu troquei my sweet love por Pizza, a muito tempo.
Ah! Pizza, saborosa pizza, my true love. Não você, você já tinha partido antes disso tudo começar. Esse sufocamento tava mais para ressuscitação. Um tentativa desesperada de lhe trazer de volta pra terra dos vivos, vibrantes e sentimentais humanos. Mas como se ressucita um morto vivo? Ou um robô? Acho que Dr. Frankistain saberia me dizer. Você meu Amoreco tão esperto nunca esteve tão longe da verdade. Tão longe da realidade. Um ser suspenso em outra dimensão, um ser ou não ser da realidade, uma ironia ambulante. Um suspiro intenção da minha própria imaginação. Fruto do meu próprio Ego.  Um mistério da minha mente crio você um príncipe inexistente. Uma nevoa na praia. A Gost.
Elementar meu caro Desalmado, “des-amado”, me apropriei de um ser vivente por tantos anos para perceber que ele simplesmente não vivia. Não respirava como eu, não sentia como eu, não intendia como eu, Eu um ser humano intensamente normal e insano como se deve ser. Como manda a lei universal. “seja intenso e louco” assim se fez o homem. Problemático, louco e principalmente vivo, cheio de opiniões e dilemas. Opiniões essas que movem a vida. Se não se manifesta como um humano, não é humano.
Mas essa discursão sobre sua humanidade sweet, já ta desgastada. Como você! O desgaste em pessoa. Desgastando minha pessoa. Por anos sem sobriedade, por anos ligada um vicio mortal. Tirando o fato de ser uma alcoólatra de fim de semana. Você era meu pior vicio. Como uma doce que a gente não quer largar, mas guarda pra um outro dia. Minha jujuba. Meu herói e o clássico minha heroína. Sim como aqueles imundos viciados nas ruas você me deixou e o pior sem dinheiro para manter outros vícios. Sem sorte também. De certa forma meu querido você levou tudo que era divertido para mim. Menos eu mesma, então ainda posso criar outros entretenimentos. Você sabe como sou geniosa e criativa.
Desculpa de assustar com essa almofada nas mãos, eu pensei que você não tomasse susto, já que é incapaz de “sentir”. No abrangente. Seeeentir. Sentir medo, raiva! Não pera! Você senti sono, mas talvez seja sua bateria de robô descarregando ou o tedio que a rotina provocava. Todavia agora sua vida mudou safadinho! Vai virar bebum! Sim vai virar! Ridículo. Tudo no passado Sunshine, tudo no passado, minha ferramenta de apagar esta ligada pra você. Pena que só batendo a cabeça pra tudo isso passar.
Mas a minha cabecinha já esta bem remexida pra precisar de mais agitação. Tudo que eu quero é minha nova coloração. Uma nova cara, um novo eu para olhar o mundo sem pensar no que você esqueceu. Sabe aquele dedinho quando bate na quina? Prazer você. A única dor do mundo que passa xingando. Assim que é o amor passado, você xinga odeia e passa. Missing you is dark gray, all alone, Forgetting you is like trying to know somebody, I never met.
Nunca esqueça minha tentativa de ressuscitação, porque não se repetira, o melhor você teve, o pior você levou. Não trás de volta! Pode ficar!
Beijos, não beijos não.
Três pontinhos pra você.

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